domingo, 22 de Novembro de 2009

Oliveirinha da Serra III - mais contributos

Azeitona miudinha,
O rouxinol a namora.
Apanha-a leva-a no bico,
Bate as asas, vai embora.

Chamaste-me preta, preta
Que sou preta bem o sei.
Também a azeitona é preta
E vai à mesa do rei.

Oliveira pequenina
Que azeitona pode dar.
Um cestinho até dois
É o muito carregar.

Oliveira pequenina,
Que azeite pode render.
É como o homem sem barbas,
Que vergonha pode ter.

Adeus lugar do Esporão
Em breve te lá vou ver,
Apanhar a minha azeitona
Que os pardais estão a comer.

Debaixo da oliveira
É que é o namorar.
Tem a folha pequenina
Não deixa passar luar.

Debaixo da oliveira
Nem chove nem faz orvalho.
Menina que há-de ser minha
Não me dê tanto trabalho.

Agradecemos à d Maximina Bandeira o seu contributo.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Oliveirinha da serra II

Recebi mais estes contributos para a nosso Baú das Memórias. Mas espero mais contribuições.
Ver um dia esta malta de antigamente a cantar as suas cantigas, isso sim era bonito de se ver. A voz, já sabemos, não é a de outrora. A "lembrança" só a elas pertence. A minha tia Idalina, a mãe da Maria Olinda, a "ti" Elvira, a "ti" Maximina (como aqui costumamos dizer...)
Aqui ficam mais estas:

Nesta apanha da azeitona
Eu ganharei um cifão.
Ou amarelo cor do ouro,
Ou verde cor de limão.

Oliveiras, Oliveiras,
Ao longe são olivais.
Há muitos que são amores
Há poucos que são leais.

Oliveira da barquinha
Vire para cá o ramo,
O meu amor é teimoso
Dura nas teimas um ano.

A azeitona por ser preta,
Vai-se moer ao lagar.
Também eu por ser morena
Na terra hei-de ficar.

Neste verso existe ainda outra versão e a cantiga fica assim:
A azeitona por ser preta,
Vai-se moer ao lagar.
Eu por ser trigueira
Na terra me hei-de gastar.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Ó oliveirinha da serra...

Estamos em Novembro e é tempo de colher a azeitona. Aqui e ali vamos vendo oliveiras com o fruto maduro, azeitonas pretinhas.
Aproveitando o tempo “estiado”, uns e outros vão apanhando, ora no chão onde elas já se depositaram, ora no cimo da escada apanhando ramo a ramo. Também com umas varas longas se varejam os ramos, para que caiam ao chão. É um trabalho minucioso, que demora algum tempo.
Antigamente, viam-se os olivais grandes, apesar dos nossos terrenos inclinados, arejados e arranjados. Aproveitava-se esta altura e aparavam-se as árvores. Limpos os campos, sem ervas, silvas e fetos, era meio caminho andado para a apanha.
Longe ou perto da aldeia, se ouviam “ranchos de gente” no seu trabalho, como é costume ouvirmos dizer aos mais idosos. Jovens e mais idosos, iam apanhar as suas oliveiras ou trabalhar ao dia para outros proprietários. E aqui, desculpem o aparte, incluía-se o meu avô Abílio, que segundo dizem tinha uma expressão recorrente, “E dei…”, que talvez significasse “E daí…”. Assim, era chamado de “Senhor E dei”. Achei graça!
Voltando à azeitona. Nem sempre andavam cheios de vontade. Pudera, nem sempre o tempo estava de feição, ora chovia (e a oliveira não deve de ser mexida quando está molhada), ora estava frio, e enregelava os dedos.
Mas estes ranchos de gente, iam trabalhar, e cantavam… Muito se ouve falar destas cantorias! E tão poucos ainda se recordam das cantigas, mas a minha tia Idalina ainda se recordou de uma, aqui fica:

“Santo António de Lisboa
Que mora nos olivais
Guardai-me a minha azeitona
Não m’a comam os pardais”

Agora deixo o repto, toca a falar com tios, avós, pais e vamos fazer uma recolha. Seria importante preservarmos estes pedaços da tradição oral! Aguardam-se participações.

E fez-se luz!!!!

É é com muita alegria que venho informar que finalmente temos luz. Foi substituida a lâmpada no Largo, que bom! Finalmente.
Agradeço a todos a participação, divulgação e insistência com a EDP.
Um abraço...

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Apanhar castanhas...

É tempo de castanha e mel. E o mel é do Joaquim, puro, amarelinho.
No passado fim-de-semana andei a apanhar castanhas com os meus tios. Não havia frio, nem um ventinho a correr. Apenas o ar quente, deste Outubro estranho.
Lá partimos depois de almoço, pela graça de procurar castanhas entre ouriços (que picam, ai se picam). Os castanheiros, de altura média, lá estavam á nossa espera. As castanhas também, que sorte. Mas aqui e ali encontrámos vestígios de cascas… os animais também gostam!
Contou-me a minha tia que antigamente a minha avó e os seus irmão herdaram alguns “soitos” (soutos). Resultava que, por serem vários os filhos, tinham que dividir os terrenos entre si.
Assim lá iam buscar o seu “quinhão” ao Soito Enladeirado e ao Soito do Munho.
Sendo, como sabem, os nossos terrenos inclinados (lá está a razão do nome do primeiro ser enladeirado), tinham que haver estratégias para a retenção do fruto.
Assim criavam-se “valados” na ladeira e quando caíam as castanhas ficavam ali presas. A terra por baixo das árvores era limpa, e raspada, de forma a facilitar a apanha. E eram criados aquelas pequenas “barragens” de forma a reter ouriços e castanhas. Fim da história… Bem fim da história não! Trouxemos algumas castanhas, valeu a experiência e … esperamos os próximos capítulos.
Ou seja, castanha assada, sopa de castanhas… hummmmm!

domingo, 1 de Novembro de 2009

Feira dos Santos

In sitio Câmara Municipal de Góis

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Largo da República... sem luz

Verdade, estou desiludida. Desculpem o desabafo, mas parece que precisamos de usar o factor C.
Em 17 de Setembro reportámos esta "simples" anomalia, mas até agora ninguém veio reparar. Que é como quem diz, mudar a lâmpada. Mudar a lâmpada do poste, no lado direito no Largo da República, aldeia do Esporão, concelho de Góis, distrito de Coimbra. Talvez até sejam necessárias as coordenadas GPS... arranjam-se!
Gostava de tirar uma foto ao largo, para vos mostrar, mas ele está às escuras.... não se vê nada.
A participação foi repetida, para linha da EDP. Até agora esperamos... às escuras.
Como todos sabem, no Largo reúnem-se carros, pessoas, circula gente, há vida. E é incómoda esta situação.
Por isso estou triste. Faça-se luz, na cabeça de alguém. Custará assim tão caro mudar uma lâmpada?

Uma aventura...na nossa serra

O Abilio "levantou a lebre" e fomos ver... Muito bom mesmo. Segue a noticia que consta no sitio http://fotoxisto.aldeiasdoxisto.pt
Passo a citar:

Final do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura nas Aldeias do Xisto
A Final do Campeonato Mundial de Corridas de Aventura realiza-se este ano em Portugal, sendo que a maior parte da prova é disputada em território das Aldeias do Xisto. Para além das deslumbrantes paisagens, toda a região possui condições e infraestruturas excelentes! Dias 9, 10 e 12 de Novembro prepare-se para esta Aventura!

As Aldeias do Xisto são um dos principais patrocinadores deste mega-evento. Tratando-se da final do Campeonato Mundial das Corridas de Aventura. Estando presentes os melhores atletas mundiais da modalidade, que trazem muitos momentos de emoção e adrenalina.
Este é um desafio onde a técnica dos atletas e o trabalho de equipa é levado ao extremo.

A maior parte da prova disputa-se assim num magnífico território, que para além de ser excelente para este tipo de desporto, possui boas infra-estruturas de apoio, que se aliam a paisagens deslumbrantes.

A duração máxima da prova será de 127 horas para uma distancia máxima na melhor opção de cerca de 910km. A prova será composta de 5 etapas com 21 secções.

A 7ª edição do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura será seguramente a mais disputada de sempre com a presença confirmada de praticamente todos os podiums de todas as provas de qualificação da Liga Mundial.

Programa
Dia 9 de Novembro
10h30 - Partida, no Castelo da Lousã
9h às 11h - Gondramaz
10h às 13h - Candal
10h30 às 13h30 - Cerdeira
11h30 às 16h30 - Aigra Velha
12h às 18h30 - Pena
18h às 5h - Fajão
21h às 8h - Benfeita

Dia 10 de Novembro
00h às 8h - Benfeita (cont. do dia anterior)
9h à 1h - Barroca
14h às 7h - Martim Branco

11 de Novembro
00h às 7h - Martim Branco (cont. do dia anterior)
17 às 10h - Sarzedas

12 de Novembro
00h às 10h - Sarzedas (cont. do dia anterior)
5h às 8h - Foz do Cobrão
7h às 11h - Figueira
9h às 2h - Água Formosa

PR_ARWC Portugal (PDF)
Organização
• ADXTUR
• (+351) 275 647 700 / 960 101 873
• info@aldeiasdoxisto.pt
• http://www.arwc2009.com/pt/

Uma jornada às memórias de Góis

In http://museudoesporao.blogspot.com/

No passado dia 18 de Setembro, foi lançado pelo Municipio de Góis, no Posto de Turismo, esta Caixinha das memórias.
Apresentados os objectivos de divulgação e sinalização dos vários núcleos museológicos/Museus do nosso concelho, seguiu-se a jornada de visita. Um percurso pelos Museus que ali constam... por esse concelho além... por esse rio acima...
Um bom instrumento para quem visita Góis e procura saber quem somos e o que se passou nesta terra antiga.
O folheto respeitante ao nosso Núcleo, que tomámos a liberdade de publicar, assim descreve o nosso espaço:

Esperamos assim receber mais visitas e também, trabalhar com os outros núcleos, no sentido de divulgar a nossa gente - o nosso pequeno grande mundo.
Os folhetos disponibilizam a localização de cada Núcleo, inclusive em GPS, o contexto do espaço museológico e o contacto do responsável (que se revelará concerteza importante para quem se dispõe a visitar-nos).

A última etapa da "Jornada" foi a visita ao nosso Museu, relembrando Casimiro Martins, Homem grande da nossa terra. Decorreu a apresentação num tom descontraído, que proporcionou o convívio entre os representantes dos diversos Museus, técnicos do Municipio e acompanhantes.

Contou a visita com um pequeno lanche, uma forma de agradecermos (em nome da Comissão de Melhoramentos do Esporão e do Núcleo Museológico) a presença e o empenho de todos. Esperamos que tenham gostado. Nós gostámos de os receber.



Ficou no ar a sugestão de se criar um percurso mensal/semanal, ou com outra periodicidade, para a visita aos vários núcleos, partindo de Góis. Talvez um dia consigamos dinamizar esta ideia, a partir do Munícipio ou das instituições/Comissões envolvidas.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

No Castelo

Indo de passeio aqui estavam a Manuela, o Fernando e a Lurdes (Ladeiras)


Fotografia cedida por Manuela Baptista

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Fotografia para mais tarde

Ora reparem no cenário da fotografia. Acontecia muito nas feiras, romarias ou mesmo nas vilas que o fotógrafo colocava um "panal" atrás, servindo de pano de fundo à foto... uma curiosidade de outros tempos. Aqui penso estarem Maria do Ceu Barata e a prima Cacilda.





Fotografia cedida por Maria do Céu Barata

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Barbara Adão Martins

O blog aldeia do Esporão tem a honra de anunciar que nasceu hoje dia 28 de Setembro de 2009 pelas 1h 23m a Barbara.
A menina è filha do Luís e da Patrícia, nasceu com 3,260Kg.
Parabéns aos pais, que têm uma menina linda...
Esperamos ansiosamente as cenas dos próximos capítulos.

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Que figuras!

Nesta foto estão, apesar de mal se notar, o meu pai António Barata e António Adão... creio que foi tirada no ano em que ambos foram mordomos da festa. E o meu pai tem na cabeça um grande chapéu, quase parece um mexicano...
Foi tirada no largo, junto à Capela de S Miguel, e lá estavam eles bem dispostos!

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009


sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

O tempo que lá vai!

Aqui vemos a Manuela, junto à Igreja Matriz de Góis, segurando ao colo nada mais, nada menos que o afilhado, o Vitor.




Fotografia cedida por Manuela Baptista